terça-feira, 2 de setembro de 2014

CLONES DE VERDADE



     Li o artigo de Jaques testar. Nele, o cientista que foi o pioneiro na reprodução “ in vitro”, alerta para  o perigo de haver um comércio de espermas como mera mercadoria. O DNA etiquetado.
     Nele o doutor compara essa possibilidade de mercado ao comércio pecuarista, onde cinquenta touros são responsáveis por todo o mercado de carne Europeu. Resumindo, 50 ou 60 touros são “pais” dos 240 mil que são comercializado no mercado pecuarista.
     No Brasil não é muito diferente, o mercado de espermas bovinos é o que mais cresce.
Não é impossível de imaginar que o mercado de desejos humanos consiga chegar nesse segmento. O DNA humano.O bebê perfeito.
     O bebê perfeito seria o estereótipo do “bebê Jhonson”,louros e de olhos azuis. Todos iguaizinhos. Você acredita que o senso-comum e as elites vão querer algo diferente?

    Se na Europa isso já causa temor,imagina quando chegar no Brasil? Povo e políticos corruptíveis por um baixo preço, elite desejosa de diferenciar-se do biótipo brasileiro. Seremos um dos primeiros laboratórios de clones oficiais no mundo. Lembrei da novela “O clone”.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tenho!


Hoje tenho ódio das aparências, dos perfis perfeitos nos aplicativos, da compreensão fingida do início. Hoje tenho ódio da paixão que não continua com os defeitos. Hoje tenho ódio de quem se apresenta de um jeito para agradar e não assume o que é desde o primeiro encontro. Espumoso ódio daquele que tudo concorda para depois sabotar, que tudo aceita para depois sonegar, que tudo quer para depois rejeitar. Indomável ódio da loucura invisível das pessoas, que são sempre certas e exatas em seus raciocínios e volúveis em seus desejos. Imenso ódio dos que jamais dobram os braços para agradecer e os joelhos para rezar. Absoluto ódio da confiança, palavra traiçoeira, que é apenas mais um sinônimo para esperança. Insaciável ódio das frases ditas para sempre e que não duram nem alguns meses. Invejável ódio da convivência de afeto, espaçado e de ternura episódica. Incomparável ódio do egoísmo disfarçado de independência. Implacável ódio da crueldade que todos recebem quando se desarmam por completo. Incompreensível ódio de me expor, pois não há como se esconder dos próprios sentimentos.
Hoje estou desencantado do Amor. Mas só hoje...

domingo, 24 de agosto de 2014

NOITE A DENTRO VIDA À FORA







Seguia eu pela noite

Lua, ruas, esquinas

Uma luz, um bar

Alguém, um copo e um gelo

Sonhos

Fantasias

Mentiras e frustrações

Seguia eu pela madrugada

Ruas, breus, um beco

Som, um canto

Alguém, cânhamo e isqueiro

Ideologias

Fantasmagorias

Mentiras e decepções

 Seguia eu pela vida...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Minha visão...



A realização de um sonho depende de muita dedicação, esforço e persistência. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e fins de semana, pelo menos uma centena de vezes. O meu sucesso esta sendo construído à noite, mas para você obter um resultado diferente da maioria, você tem que ter persistência e amar o que esta fazendo. Se fizer igual a todos, terá os mesmos resultados de todo mundo. Eu não me comparo à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp e comendo batatinha frita, você terá que planejar seus passos, enquanto os outros permanecem a frente da televisão, você terá que trabalhar, em quanto os outros estão tomando sol a beira da piscina. Um sonho depende de sacrifícios, há muita gente que espera o sonho se realizar por mágica, mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tirá ninguém de onde está. Na verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois quem quer fazer alguma coisa encontra um meio. Quem não quer fazer, encontra uma desculpa. Mas lembre-se nunca é tarde demais ou cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limites de tempo. Comece quando quiser, mude ou continue sendo a mesma pessoa. Não há regras para isso. Você pode tirar o máximo proveito ou o mínimo. Espero que tire o máximo. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe. E se não se orgulhar dela, espero que encontre forças para começar tudo de novo...

sábado, 16 de agosto de 2014

O povo burro, copa e segundo turno


         O Brasil, ou melhor, a seleção brasileira foi derrotada em sua própria casa, prato cheio para o “Tea party” brasileiro agir utilizando a frustração do povo, a derrota, o seu ópio estragado por quatro anos.
         Se mergulharmos na história recente do Brasil, veremos que “jogadas de marketing” sempre foram armas eficazes para “manear” e controlar o povo-gado.
        O populacho domina e é dominado pelo facebook. É possível que seja a mídia que mais o atinge.
        É lá no “face” que vemos a atuação dos “adeptos-manipulados” do “Tea party” brasileiro espalhando viral e inconscientemente o discurso e ideias como o “#não vai ter copa” etc.
        Mídia e internet não param de bombardear  nossas mentes com o lado negativo da copa, descalabros da FIFA, gastos excessivos do governo Dilma que será pago por você cidadão idiota e outras formas pejorativas em ralação ao governo.
        Um discurso com total falta de embasamento como o “#não vai ter copa” foi comprado pela parcela manipulada da sociedade que infelizmente é a maioria.


        A  direita sabe que tem mínimas chances de conseguir vencer a eleição presidencial ,mas se conseguir atrapalhar um pouco levando a eleição para o segundo turno, seu papel já pode-se considerar bem feito.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O não-lugar



          Belo final de tarde, eu, na estrada.
          Paro para vislumbrar quem vem e quem vai, desce ou sobe, parte ou chega.
          Dentre as opções anteriores, a maioria que está cruzando a estrada não vai ou vem, apenas ficam.
          São pessoas que são ou tornaram-se do lugar.
          Pertence a elas o chão e o desgaste do mesmo que elas lhe causaram entre suas eternas idas e vindas.
           Lugar, pertencimento, enfim, pertencer a um lugar parece algo simples, mas não é.
           O que nos prende a um lugar é tão sensível e tênue que é quase inexistente.
           Na verdade o lugar não prende ninguém, mas, as pessoas sim e as lembranças que elas causam.
           Do mesmo modo o que nos faz sair e repulsar algum lugar são elas, as mesmas pessoas e lembranças.
           São mágoas e más lembranças que nos fazem agir e tomar atitudes de mudança, muito mais do que a perspectiva de vitórias e prazeres.


          O que pode ocorrer também é que a pessoa pode estar causando mal para si mesma. Nesse caso de nada adianta trocar de endereço. É mais prático e saudável trocar de mentalidade.





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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um Junkie em Dourados




       Getúlio foi ao cinema. Estava fechado. Motivo? Chuva.
       Como o cinema estava fechado ele resolveu dar uma volta por Dourados.
       Por volta da meia noite encontrava-se ele em um bar “underground” douradense.
       No bar ele entabula conversa com um rapaz que tinha o apelido de Zumbi. Por seu nome Marcos ninguém o conhecia.
       Zumbi tinha mais dois de sua grei que se chamavam Luiz e Rogério.
       Com Luiz e Rogério cheirou cocaína, tomou vodca e cerveja.
       O resultado da noite para ele fora constatado no dia seguinte como uma bela experiência de perda de tempo.
       Não se perdoava por ter chegado às quatro e meia da manhã, dormir o dia todo e despertar somente às seis da tarde. Perdeu um lindo dia chuvoso, seu favorito por uma ridícula noite pesudojankie.
       Percebera nesse momento que não tinha aptidão para uma vida junkie junto ao baixo clero, onde a cocaína era de péssima qualidade e o crack era acessível. Logo crack. Ele odeia crack.
       A noite anterior lhe mostrou que antes estar só do que mal acompanhado.
       Para não dizer que tudo lhe foi ruim, ele aconselhou um dos jovens indeciso a cursar licenciatura.      
       Ele espera que o rapaz faça vestibular e deixe essa vida de consumidor de cocaína de baixa qualidade.
       Ao final do conselho eles tiveram que sair às pressas do bar por que alguém iria dar uns tiros em um dos rapazes que lhe acompanhavam e ele não queria ser alvo de uma bala perdida.
       Bar Chopperos e Satifaction não lhe verão tão cedo.






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