Mostrando postagens com marcador BARRA DO GARÇAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BARRA DO GARÇAS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

AO SABOR DO VENTO






No vagar de meus segredos

O vento tem gosto.

O breu da noite é etéreo

Cor advinda de um gigante spray celeste.

Esse spray solta um jato azul gelado que não mancha,

Apenas tinge o céu.

O grafiteiro do céu executa  seu trabalho,

As nuvens,

B.boys celestes,

Dançam.





terça-feira, 11 de novembro de 2014

ELE CONHECEU ELE




    Pela primeira vez ele teve coragem de realizar um ritual místico. Lembrou que Marcelo Motta da O.T. O recomendou: quer se conhecer? Pratique expansão mental.
    Ele não via a expansão mental no sentido pejorativo e sim como um atalho para o autoconhecimento.
    Santo Daime, Jurema, União do Vegetal e outros conseguiram canalizar os benefícios da evolução que proporciona conhecer a si mesmo através de certas substâncias.
    Lembrou-se do que ocorreu com o ator cômico de programa popular humorístico Eduardo S. O ator realizou o ritual do Santo Daime e sua única vontade era ficar só. Pode-se presumir que o contato com ele mesmo não foi bom.
    Deve-se considerar que em muitos casos pode ser o enjoo que a gestão do chá do ritual pode causar, mas, o citado rapaz não se queixou de enjoo. Será que ele não se causou uma boa primeira impressão?
    Apesar do exemplo citado ele realizou pela primeira um ritual místico. Pedras do Roncador, agua da lagoa encantada e a caverna escondida ao pé da serra foram suficientes.
    Ele conheceu-se, adorou-se e por fim ficaram amigos. Começara aí uma eterna amizade.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ele conheceu ele.




        Pela primeira vez ele teve coragem de realizar um ritual místico. Lembrou que Marcelo Motta da O.T. O recomendou: quer se conhecer? Pratique expansão mental.
        Ele não via a expansão mental no sentido pejorativo e sim como um atalho para o autoconhecimento.
        Santo Daime, Jurema, União do Vegetal e outros conseguiram canalizar os benefícios da evolução que proporciona conhecer a si mesmo através de certas substâncias.
        Lembrou-se do que ocorreu com o ator cômico de programa popular humorístico Eduardo S. O ator realizou o ritual do Santo Daime e sua única vontade era ficar só. Pode-se presumir que o contato com ele mesmo não foi bom.
        Deve-se considerar que em muitos casos pode ser o enjoo que a gestão do chá do ritual pode causar, mas, o citado rapaz não se queixou de enjoo. Será que ele não se causou uma boa primeira impressão?
        Apesar do exemplo citado ele realizou pela primeira um ritual místico. Pedras do Roncador, agua da lagoa encantada e a caverna escondida ao pé da serra foram suficientes.
        Ele conheceu-se, adorou-se e por fim ficaram amigos. Começara aí uma eterna amizade.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( Parte V final )




    Maurinho explicou-me que o homem entra em contato com a natureza através da ação sobre ela: - Não é errado arar a terra para produzir seu alimento,  tão pouco produzir excedentes para trocar ou comercializar com o vizinho. Com certeza ele produzirá outro alimento ou algo que será útil a você que poderá ser trocado ou comercializado também.
      Maurinho foi além, disse-me que se deve levar em conta além da subsistência; a existência.
      Ouvindo  voz daquele homem de gestos simples e suaves, educação impecável, soube que estava diante de um grande ser.
     Um ser digno e nobre que herdou uma missão; não digo invejável, mas, louvável e recompensadora: Ser responsável pelo Portal do Roncador, entrada da Serra onde encontra-se um dos mais famosos  picos do roncador, visitado por pessoas do mundo inteiro, chamado de “Dedo de Deus”.
      Maurinho dizia: - O homem não precisa de status. Precisa executar suas vontades nobres. É aí que mora a existência. Em tom professoral continuou:  - subsistência é como subsistir. É uma “quase vivência”. Não chega ser uma vida, subsistir é menos que viver. Se lembrarmos de que a maioria dos brasileiros e outras subnações estão na mesma condição, compreender isso torna-se triste e constrangedor.

                                             (in memorian a Sandro Vedoy da Silva)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( continuação IV )







     Percy Fawcett teria descoberto em suas explorações na América do Sul uma espécie de estátua que descrevia um mapa, tal mapa indicava que na região entre Barra do Garças e Nova Xavantina haveria uma cidade evoluída que mantinha relações extraterrestres. Cidade esta  cuidada pelos índios da região que tinham ética suficiente para conviver com tamanho conhecimento e poder, muito contrário da maioria dos homens de nossa sociedade consumista e capitalista.
     A entrada dessa cidade, uma espécie de Atlanta, se daria no portal do Roncador.
     Portal do Roncador é uma reserva ecológica onde há formações rochosas encaixadas em formato de chaminés de barro, ou melhor descrevendo, picos rochosos de grandes altitudes. O lugar tem desenhos rupestres, escritas de outros povos que a princípio não pertenciam a essa região, aparições ufológicas, pontos de luz e inúmeras ordens esotéricas. Lá conheci Maurinho.





sexta-feira, 4 de abril de 2014

SERRA DO RONCADOR


Abri os olhos,
Sombras dançavam
Com cores e formas desumanas,
Havia vida e espírito nelas.
Mas de quem seria aquelas sombras?
Impossível de dizer
Se não olharmos pela janela da percepção.
Um planalto de tédio carcomido
Pelo paredão de minha alegria.
Alegre Chapada.
A serra ronca,

Onde o coronel nunca mais voltou.

quinta-feira, 13 de março de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( continuação III )





    Não resisti, minha curiosidade foi maior.
    A adrenalina em conhecer universos discrepantes do meu fez-me  fazer contatos com os “manos” indígenas .Para minha surpresa, foram muito receptivos.
    Após meia hora de conversa, dois baseados, diferenças linguísticas e piadas de gaúcho, me levaram para sua aldeia para experimentar um chá feito com a erva da Jurema.
    Jurema é uma árvore sagrada para os indígenas e dela eles extraem a casca para fazer um chá que é utilizado em seus rituais. O chá é feito sob as instruções do Pajé, líder espiritual indígena. Da erva da Jurema levaram-me para Serra do Roncador.

    Serra do roncador é um lugar envolto em mistérios metafísicos e extraterrenos. O mais famoso deles é o desaparecimento de Percy Fawccet, um explorador do museu britânico que teve a permissão negada duas veze para fazer pesquisas no interior do mato grosso. Uma dessas permissões fora negada pelo próprio marechal Cândido Rondon, responsável pelos assuntos de fronteira e relações internacionais dessa região.

                                                                                                      

( CONTINUA)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( continuação II )


    Minha curiosidade, senso de adrenalina, mais a sensação que estava em um processo sagrado fez-me vencer qualquer receio que houvesse em mim para não falar com meus conterrâneos de pele vermelha.
    Comecei perguntando-lhes se conheciam a Serra do Roncador e suas lendas. Afirmaram que sim e que se eu quisesse, poderiam ser meu guia pelas matas do Roncador por um preço módico, é claro.
     Expliquei-lhes que não era como os playboys ou ricaços que circulavam por ali atrás de alguma coisa que não sabiam o que é. Disse-lhes que procurava uma indicação, mas o caminho quem faria era eu.



                                                      (continua)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z"


    Ao transitar pelas ruas de Barra do Garças, deparo-me com indígenas conversando em guarâni. Aquela língua tão antiga, distante,  ali na minha frente. Não podia compartilhar daquela língua tão bela e tão antiga. Uma pena!
    Enquanto refletia sobre o muro semântico-linguístico que nos separava, desconfiava dos índios, eram dois. Poderiam e aparentavam serem malandros e poliglotas, mais malandros que políglotas.


(continua)